A proposta do governo Temer de descotização das hidrelétricas da Eletrobras visa trazer o preço da energia das usinas, atualmente em cerca de R$ 40 por megawatt-hora (MWh), para valores de mercado. Com isso, o custo gerado aos consumidores pode variar de R$ 220 bilhões a R$ 460 bilhões em trinta anos, dependendo de qual for esse preço. Ou seja, serão cerca de R$ 15 bilhões por ano a mais que os consumidores terão que pagar.

Essa crítica está sendo feito pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e foi noticiada pelo jornal Valor em 20/4/18. Segundo o jornal, a entidade fará “o possível” para que o atual projeto de privatização da Eletrobras não seja aprovado neste momento e da forma como está.

Segundo Carlos Cavalcanti, vice-presidente e diretor do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp, as principais críticas da Federação ao modelo em discussão estão relacionadas ao custo gerado aos consumidores pela descotização das hidrelétricas da estatal, calculado em até R$ 460 bilhões em 30 anos, além do baixo bônus de outorga estimado pelo governo para o leilão da gigante elétrica.

“Tem muita coisa colocada de forma errada nesse processo e que não está sendo discutida com a sociedade”, disse Cavalacanti. “Esse projeto cria um benefício gigantesco para um futuro acionista controlador e o governo está escondendo da população que está aumentando o preço da energia em R$ 400 bilhões, para o governo colocar neste ano R$ 12 bilhões no bolso para cobrir rombo de contas públicas”, criticou. Segundo ele, a “conta não fecha”. (com informações: Valor)

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