O “tempo fechou” na sessão ordinária da Câmara Municipal de Miguel Pereira, na noite de segunda-feira (02). Ânimos acirrados entre os vereadores Kiki e Vitor Ralha tumultuaram a votação que propunha privatizar a Cedae. Kiki, antigo funcionário da Cedae, defendeu a derrubada da proposta, e Ralha na defesa dos anseios do governo de seu primo, o prefeito Português.

A vereadora Wânia de Conrado não compareceu e o presidente da Casa, Domi, não precisou votar, já que o regulamento estabelece sua participação apenas em caso de empate. O vereador Romano Lomelino já havia se manifestado nas redes sociais ser contra a privatização e chegou a convocar à população para comparecer à sessão.

A matéria foi aprovada!

O modelo de concessão da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) ao setor privado, apresentada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), estabelece a divisão em quatro áreas ou blocos de municípios. Cada bloco poderá ter um concessionário privado diferente e terá uma parte da cidade do Rio de Janeiro, além de outros municípios fluminenses, onde Miguel Pereira se enquadra.

A concessão da Cedae foi uma das condições estabelecidas para que o governo do Rio de Janeiro ingressasse no Regime de Recuperação Fiscal proposto em 2017 pela União.

COMO FUNCIONARÁ, NA PRÁTICA?

A produção e tratamento de água no sistema mais antigo da cidade do Rio de Janeiro continuarão sob a responsabilidade da Cedae, enquanto o esgoto e a distribuição de água passarão ao setor privado. No interior do estado e em parte da região metropolitana, o setor privado será responsável por toda cadeia, tanto de água quanto de esgoto.

Esta é a proposta que foi votada e aprovada, hoje, na Câmara Municipal de Miguel Pereira, com a promessa de melhoria nos serviços e abrangência deles a todo o município.

Assim como a Light, os serviços prestados pela Cedae vêm há anos sendo alvo de muitas reclamações no município. A parte da população que não era a favor da privatização, argumentava temer demissões e aumento das tarifas sem nenhuma garantia de que os serviços irão, de fato, melhorar, tomando como parâmetro a própria Light que foi privatizada há décadas e presta um péssimo serviço aos seus usuários.

Fonte: Jornal Em Destaque

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