BALANÇO 2017 DA CELPA EQUATORIAL MOSTRA LUCRO DE R$ 614 MILHÕES, MAS DEMISSÕES E ACIDENTES CONTINUAM

APESAR DESSE FATO, DEMISSÕES E ACIDENTES DE TRABALHO AINDA FAZEM PARTE DA ROTINA DA EMPRESA. POR OUTRO LADO, A DIRETORIA DA CELPA EQUATORIAL RECEBERÁ R$ 14,5 MILHÕES DE REMUNERAÇÃO EM 2018.

A diretoria da Celpa Equatorial enviou para a Bolsa de Valores seu relatório anual da administração e as demonstrações financeiras de 2017, material que deve ser publicado em breve nos jornais locais.

As demonstrações financeiras apontam que a Celpa Equatorial teve lucro líquido de R$ 614 milhões, em 2017. Esse valor está nada menos que 74% acima do lucro de 2016.

O balanço, aprovado pelo Conselho de Administração da empresa em reuniões ocorridas nos dias 7 e 8 de março, em Brasília, determina ainda a fixação da remuneração anual global da diretoria da Celpa para o ano de 2018 em R$ 14.500.000,00.

Não há como não reconhecer que o atual balanço da Celpa Equatorial traz o maior lucro da empresa desde sua chegada ao Pará.

Em novembro do ano passado divulgamos que nos últimos três anos o lucro da Celpa era de R$ 1.216.556.000,00 (1,2 bilhão de reais). Agora, atualizando esses dados, podemos afirmar que a Celpa Equatorial, nos últimos quatro anos teve lucro líquido de R$ 1,821 bilhão. Um lucro bilionário.

Ainda assim, tenta impor a cruel rotina de demissões, que acaba criando um clima de instabilidade, terra fértil para acidentes de trabalho, como o que vitimou o jovem trabalhador Karlos Thiago Araújo Pereira (técnico eletrotécnico), que sofreu acidente de trabalho em dezembro do ano passado, quando trabalhava pela Celpa Equatorial na subestação do Utinga. Karlos foi internado no Hospital Metropolitano de Belém e veio a falecer no dia 3 deste mês.

Está evidente que esse crescente e milionário lucro (74% de 2016 para 2017) também se deve ao empenho, esforço e dedicação de cada trabalhador e de cada trabalhadora. Mas vejam o pagamento, demissões da forma mais cruel e injusta. Na quarta-feira, 14, a empresa jogou no olho da rua por “justa causa” três companheiros. A história é absurda. A direção da empresa, para se eximir da culpa pelo acidente fatal que ceifou a vida do jovem Karlos Thiago, tenta “jogar” a culpa do acidente para os colegas de trabalho da vítima.

Vamos buscar repor a verdade dos fatos e fazer justiça com esses trabalhadores. Fica a pergunta: o gerente de Manutenção não tem responsabilidade nenhuma? Será que ele propicia condições de trabalho às equipes ou só faz punir e demitir pais e mães de família? O Sindicato dos Urbanitários repudia a política de demissões praticada na Celpa Equatorial! Vamos à luta!

Fonte: Ascom STIUPA

Boletim na íntegra do STIUPA com mais informações no link abaixo.

https://goo.gl/ehwm3V

 

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