Por ampla maioria (72,5% dos votos) formada em assembleias realizadas na sexta (20/7), na capital baiana e interior, a categoria decidiu pelo fechamento do acordo coletivo de trabalho com a Embasa, depois de esgotadas as possibilidades de novos avanços. E pode comemorar: dada a conjuntura totalmente adversa, com o país em profunda crise econômica e já em vigor a reforma trabalhista que retirou várias conquistas da classe trabalhadora, temos um acordo que trouxe ganho real de salário (embora pequeno), teve reajuste em todas as cláusulas econômicas e ainda tivemos a incorporação de cláusulas novas.

Além disso, impedimos a empresa de implantar este ano a coparticipação no plano de saúde (queria o pagamento pelo empregado de 10% por procedimento médico), conseguimos o compromisso da empresa de fazer pesquisa salarial para verificar possível defasagem para o pessoal de nível médio em relação ao mercado de trabalho, e a criação de uma regra de transição para o auxílio creche, fazendo compensação através do auxílio educação.

Todos os benefícios constarão da folha deste mês e o retroativo a primeiro de maio será pago numa única parcela na folha de agosto. Lembrando: o reajuste salarial é de 2% (ganho real de salário de 0,31%), aplicando-se esse mesmo percentual nos auxílios creche, filho com deficiência, material escolar, bônus junino e natalino e funeral. O reajuste no auxílio educação é de 25% para compensar a redução de 12 meses na concessão do auxílio creche, que será pago para filhos (as) com idade até 5 anos, 11 meses e 29 dias.

Para se chegar a isso, a categoria se recorda que nossa campanha salarial teve início em dezembro, com a entrega das pautas de reivindicações aos (às) trabalhadores (as). Em março tiveram início as negociações e logo nas primeiras reuniões a diretoria da empresa fez proposta com retirada de vários direitos e conquistas, acompanhando a sanha daninha da reforma trabalhista introduzida em abril do ano passado pelo governo golpista. No caminho dessa vitória, muitos debates, duas paralisações, três mediações no Ministério Público do Trabalho e o principal, o engajamento maciço da categoria na campanha salarial.

Contudo, temos desafios gigantescos colocados à nossa frente, e o principal deles é recuperar o Estado Democrático de Direito, restaurar a nossa democracia tão desavergonhadamente roubada. Sem ela, só teremos um retrocesso atrás do outro, como se tornou realidade nesse país.

Vamos para o enfrentamento, pois o governo golpista acelerou o passo para privatizar os serviços de saneamento no país, enviando uma Medida Provisória (MP 884) para o Congresso Nacional. Estão sendo formadas diversas frentes de luta para impedir que ele promova um enorme estrago no setor, com o desmonte da Lei Nacional de Saneamento Básico (Lei 11.445) justamente para favorecer a iniciativa privada. Não é só: não existe verba no orçamento da União para serviços e obras no saneamento. E para completar, é importante chamar a categoria para participar ativamente da eleição deste ano, escolhendo representantes identificados com a classe trabalhadora. Temos de estancar o golpe que já fez a reforma trabalhista, está sucateando a Petrobras, vendendo o pré-sal e o sistema elétrico para grupos estrangeiros, entregando nossas terras e riquezas minerais. (fonte: Sindae-BA)

 

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