Dirigentes e trabalhadoras urbanitárias participaram neste domingo (8 de março) das mobilizações do Dia Internacional da Mulher realizadas em diversas cidades brasileiras. Atendendo ao chamado da CUT e de movimentos sociais, as urbanitárias se somaram aos atos que tomaram as ruas do país com o mote nacional “Pelo direito à vida, por maior representação política, em defesa da soberania dos povos e pelo fim da escala 6×1.”

As manifestações reuniram organizações sindicais, movimentos populares, coletivos feministas e entidades da sociedade civil em defesa dos direitos das mulheres e contra a violência de gênero. Em várias capitais e cidades brasileiras, as mobilizações denunciaram o feminicídio, as desigualdades no mercado de trabalho, a sobrecarga das mulheres nas jornadas de cuidado e a necessidade de ampliar a presença feminina nos espaços de decisão política.

Urbanitárias ligadas à Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) e a sindicatos filiados estiveram presentes em mobilizações em praticamente todo o país. Estados como Rio de Janeiro, Paraíba, Minas Gerais e Rio Grande do Norte, tiveram uma expressiva participação das urbanitárias, reforçando a presença da categoria nos atos que marcaram o 8 de março.

Sônia Mendes, secretária da Mulher Urbanitária da FNU

No Rio Grande do Norte, a secretária da Mulher Urbanitária da FNU, Sônia Mendes, participou da marcha realizada nas ruas de Natal, que reuniu mulheres de diferentes movimentos e organizações sociais. O ato destacou a defesa da vida das mulheres, o combate à violência e a luta por igualdade de direitos.

Para Sônia Mendes, a presença das urbanitárias nas mobilizações expressa o compromisso das trabalhadoras com as lutas históricas das mulheres brasileiras. “Estar nas ruas no 8 de março é reafirmar que a luta das mulheres é permanente. As urbanitárias se somam a esse movimento porque sabemos que igualdade, respeito e o enfrentamento à violência contra as mulheres são desafios que precisam mobilizar toda a sociedade. Nossa presença também representa o compromisso das trabalhadoras do saneamento, da energia, do gás e do meio ambiente com a construção de um país mais justo e com mais direitos”, afirmou.

Os atos realizados em todo o país também denunciaram os impactos das desigualdades sociais na vida das mulheres e defenderam políticas públicas que garantam proteção, autonomia econômica e acesso a direitos. Entre as reivindicações destacadas nas mobilizações estiveram o combate ao feminicídio, a ampliação da participação política das mulheres, a valorização do trabalho e a defesa de condições dignas de vida.

A participação das urbanitárias reforça o compromisso histórico da FNU e de seus sindicatos filiados com a luta por igualdade de direitos e pelo enfrentamento de todas as formas de violência contra as mulheres. Ao lado das centrais sindicais e dos movimentos sociais, as trabalhadoras levaram às ruas a mensagem de que a construção de uma sociedade mais justa passa necessariamente pela garantia de direitos, dignidade e respeito para todas.

Sílvia Ferreira, dirigente da FNU e do Sindágua-MG 

Cássia Liberatori, diretora do Sintergia-RJ    

Alzira dos Santos, diretora do Sindiágua-PB (ao centro)