No sábado (15/11), dirigentes da FNU estiveram na Marcha dos Povos pelo Clima, que reuniu milhares de pessoas pelas ruas de Belém, durante a programação da Cúpula dos Povos da COP30. O ato, que integrou movimentos sociais, povos tradicionais, organizações sindicais, delegações internacionais e lideranças políticas, reforçou a defesa da justiça climática e o enfrentamento às falsas soluções de mercado.
A Marcha Global por Justiça Climática percorreu cerca de 4,5 quilômetros entre o Mercado de São Brás e a Aldeia Amazônica, reunindo aproximadamente 30 mil pessoas, em uma das mobilizações mais expressivas da Cúpula dos Povos. Com faixas, cantos e diversas manifestações culturais, o ato destacou que não há justiça climática sem justiça social — bandeira central do movimento sindical brasileiro e internacional.
Durante a concentração, ministras, parlamentares, organizações socioambientais e representantes de povos originários denunciaram os impactos do racismo ambiental, das desigualdades climáticas e da mercantilização da natureza, apontando que soluções reais já existem nos territórios, como a agroecologia, o manejo comunitário e a soberania alimentar.
FNU em espaços estratégicos da COP30 e da Cúpula dos Povos
Além da participação na Marcha, dirigentes da FNU estiveram presentes em debates fundamentais organizados nos espaços paralelos da COP30.
Francinaldo Flexa participa do Fórum Sindical na COP30
Na quinta-feira (13), Francinaldo Flexa, secretário de Formação da FNU, participou do Fórum Sindical na COP30 – “Sem trabalho decente, não há transição justa”.
Durante sua intervenção, Flexa enfatizou os desafios deixados pelos retrocessos ambientais recentes e a urgência de reconstruir políticas de preservação e direitos sociais:
“As coisas aconteceram aí na preservação ambiental e hoje a gente tá parado por isso. E, para reconstruir, é muito difícil, porque não é fácil, porque isso está internalizado na vida de muitas pessoas. Mas nós temos que construir, debater e modificar tudo o que foi feito naquele desleixo passado. […] Não adianta falar de Amazônia sem falar das pessoas que moram aqui. Não adianta ver uma árvore sem ver a coerência de quem vive dela. Debater transição justa é também olhar para quem está embaixo dessa floresta, para as comunidades atingidas e para os nossos rios e animais, que também estão sendo contaminados.”
Flexa reforçou ainda que transição justa exige políticas que respeitem vidas, territórios, trabalhadores e trabalhadoras — e não apenas ações voltadas à lógica do mercado.
Sindicato dos Urbanitários do Pará (Stiupa) abriu as portas Encontro
Filiado à FNU, o Stiupa sediou o Encontro do PT na Amazônia, parte da programação política da COP30.
O evento reuniu: Edinho Silva, presidente nacional do PT; Senador Beto Faro; Deputado federal Gilvandra Faro; Deputadas estaduais do Pará, Maria do Carmo e Carlos Bordalo; e dirigentes regionais do PT e representantes de partidos progressistas.
Pedro Blois, presidente do Stiupa e vice-presidente de Saneamento, Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Resíduos Sólidos da FNU, acompanhou os debates, que destacaram a centralidade da Amazônia nas decisões ambientais e sociais do país. O PT, que historicamente tem protagonismo nas agendas de proteção ambiental e de defesa dos povos da floresta, reuniu representações dos nove estados da Amazônia Legal.
Blois destacou a importância do Encontro PT da Amazônia na COP30: “foram discutidas políticas públicas, soberania ambiental e desafios climáticos enfrentados pela região”.
FNU contribui com debate sobre saneamento na COP30
O advogado Dr. Luiz Alberto Rocha, que representa a FNU em diversas ações, realizou palestra sobre “Universalização do Saneamento com Foco na Água Potável” no campus da UFPA, em atividade voltada à agenda de saneamento dentro da Cúpula dos Povos.
Sua participação reforçou o papel estratégico do saneamento básico no enfrentamento da crise climática, na adaptação das cidades e na garantia do direito humano à água.
Os temas do saneamento e da transição justa esteve de radar e contou com a participação de companheiros urbanitários de vários estados do país presentes à COP30, além de dirigentes da CUT, à qual da FNU é filiada,
Hospitalidade e solidariedade sindical na COP30
A sede do Stiupa acolheu, durante toda a COP30, companheiras e companheiros da Internacional de Serviços Públicos (ISP) provenientes de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Norte e Ceará. As delegações participaram dos eventos da Cúpula dos Povos, na UFPA, e das atividades oficiais da COP30, no Parque da Cidade.
Na segunda-feira (17), representantes da ISP agradeceram pela recepção e destacaram a importância da solidariedade sindical na mobilização por justiça climática.
Presença no Salão Verde
Pedro Blois, e vice-presidente de Saneamento, Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Resíduos Sólidos da FNU, acompanhou a “Apresentação DataClima+” (Sistema Nacional de Transparência Climática), no Salão Verde da COP30, na sexta-feira (21/11). No dia anterior (20/11), ele e o diretor Flexa também estiveram participando de atividades na Casa do Saneamento, conferindo a apresentações do Censo Demográfico 2022, sobre ações de saneamento básico.
Sobre a COP30
Realizada anualmente pela ONU, a Conferência das Partes (COP) reúne governos, cientistas, movimentos sociais e organizações globais para debater soluções para conter o aquecimento do planeta e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
Em Belém, a COP30 coloca a Amazônia no centro do debate internacional, destacando o papel fundamental dos povos da floresta, dos trabalhadores e trabalhadoras e das políticas públicas voltadas à preservação, aos direitos sociais e às estratégias para uma transição ecológica justa.


