Com foco na reestatização da Eletrobras, defesa das empresas públicas de saneamento e transição energética justa, os urbanitários reforçam seu papel estratégico na reconstrução nacional e na luta em defesa dos direitos da classe trabalhadora.

A Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) marcou presença ativa na 17ª Plenária Nacional da CUT “João Batista Gomes (Joãozinho) – Novos Tempos, Novos Desafios”, realizada de 14 a 17 de outubro, na Quadra dos Bancários, em São Paulo.
Representaram a Federação na Plenária, o presidente da FNU, Pedro Damásio; a primeira secretária-geral, Iara Nascimento; o segundo secretário-geral, Magno dos Santos Filho; e o secretário de Administração e Finanças, Arilson Wunsch.

Plano de Lutas do Ramo Urbanitário: soberania e direitos no centro da agenda

No último dia da Plenária (17/10), os urbanitários apresentaram o Plano de Lutas do Ramo, que inclui, entre os eixos centrais, a não privatização das empresas públicas de saneamento, a reestatização da Eletrobras, a defesa dos direitos dos trabalhadores das empresas já privatizadas e a transição energética justa, com maior inserção de fontes renováveis, como a solar e a eólica.

Pedro Damásio

O plano também contempla a campanha pela aprovação dos PLs 1189/2023 e 1791/2019, que tratam da reintegração dos trabalhadores demitidos pela privatização da Eletrobras, e reafirma a luta contra a terceirização predatória e pelos direitos e segurança da classe trabalhadora.

“A 17ª Plenária da CUT reafirma o papel do movimento sindical na defesa da democracia e dos direitos da classe trabalhadora. Para nós, urbanitários, é fundamental estarmos aqui, contribuindo com o debate sobre soberania, transição energética, direitos sociais e fortalecimento das empresas públicas. É nesse diálogo coletivo que construímos unidade e preparamos nossas lutas para o próximo período”, destacou Pedro Damásio, presidente da FNU.


A luta dos urbanitários é nacional e estratégica

Durante a Plenária, a FNU reforçou que a luta do ramo não é corporativa, mas estratégica para o desenvolvimento nacional, pois energia e saneamento são pilares fundamentais da soberania e do bem-estar social.

“A CUT e a FNU têm uma tarefa estratégica. A luta dos urbanitários é uma luta nacional, porque energia e saneamento são bases de qualquer projeto de desenvolvimento. É essencial que a CUT assuma essa agenda como eixo estruturante da reconstrução do Brasil”, afirmou Iara Nascimento, secretária-geral da FNU.

As diretrizes do Plano de Lutas do Ramo Urbanitário apresentadas na Plenária incluem, entre outros:
– Reconstruir o setor público (Reestatização da Eletrobras/Eletronorte: Revogação do Marco Legal do Saneamento);
– Defender a classe trabalhadora urbanitária (Fim da terceirização predatória; Segurança no trabalho);
– Democratizar o acesso aos serviços essenciais de saneamento e energia (Tarifa justa; Proibição de cortes de água e energia para famílias de baixa renda);
– Transição energética justa (Energia social e popular).

Protocolo de Prevenção e Ação contra Assédio e Violência é aprovado

Outro marco da 17ª Plenária foi o lançamento do Protocolo de Prevenção e Ação em Casos de Discriminação, Assédio e Violência, um instrumento ético e político da CUT que consolida o compromisso de toda a central com ambientes sindicais seguros, respeitosos e inclusivos.

O protocolo orienta as entidades filiadas a criar mecanismos concretos de prevenção, denúncia e enfrentamento de todas as formas de assédio, racismo e discriminação, reforçando o papel pedagógico e transformador do movimento sindical.

Mulheres urbanitárias na construção da CUT do futuro

A secretária da Mulher Urbanitária da FNU, Sônia Mendes, participou virtualmente da Plenária Nacional de Mulheres da CUT, que integrou a programação da 17ª Plenária Nacional.

“A participação das mulheres urbanitárias nesse debate é fundamental. Precisamos fortalecer o feminismo sindical e garantir que as pautas de gênero, igualdade e combate à violência estejam presentes nas negociações e nas decisões políticas do movimento”, afirmou Sônia Mendes.

A Plenária das Mulheres reafirmou a importância da paridade de gênero, da ratificação das Convenções 190 e 156 da OIT e da criação de políticas públicas que garantam igualdade salarial, jornada justa e ambientes livres de assédio e discriminação.

Calendário nacional de lutas aprovado pela CUT

O Plano de Lutas da CUT 2025/2026, aprovado por unanimidade, reforça o protagonismo da classe trabalhadora na reconstrução do país e inclui um amplo calendário de mobilização. Entre as principais datas:

2025

29 de outubro | Marcha Nacional dos Serviços Públicos contra a Reforma Administrativa

10 a 16 de novembro | Cúpula dos Povos / COP 30 (Belém – PA)

20 de novembro | Dia Nacional da Consciência Negra

25 de novembro | Marcha das Mulheres Negras (Brasília – DF)

2026

8 de janeiro | Dia Nacional de Mobilização em Defesa da Democracia

8 de março | Dia Internacional de Lutas das Mulheres

Abril a maio | Jornada Nacional de Lutas da Classe Trabalhadora, com Marcha a Brasília

1º de maio | Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores e das Trabalhadoras

FNU: unidade e luta para reconstruir o Brasil

A participação da FNU na 17ª Plenária Nacional da CUT reafirma o compromisso da Federação com a unidade da classe trabalhadora, a reconstrução do setor público e a defesa do saneamento e da energia como direitos essenciais da população.

A FNU seguirá mobilizada, articulando sindicatos do ramo urbanitário em todo o país para implementar o Plano de Lutas, fortalecer o diálogo com a CUT e construir um projeto nacional de desenvolvimento com justiça social e soberania popular.