Em um dos maiores atos em defesa da água pública já realizados no estado, mais de 3 mil pessoas se reuniram na quinta-feira (9) no Largo do Machado, no Rio de Janeiro, para protestar contra o processo de privatização da CEDAE Produção e reafirmar que a água é um direito, não uma mercadoria.

Organizado por diversas entidades sindicais dos trabalhadores da CEDAE, movimentos sociais e populares, o grande ato seguiu em caminhada até o Palácio Guanabara, com palavras de ordem, faixas e cartazes denunciando os prejuízos da entrega dos serviços públicos de água e esgoto ao setor privado. Um dos momentos mais simbólicos da manifestação foi a aparição de um boneco representando o governador Cláudio Castro sendo “preso”, simbolizando o repúdio da população à tentativa de venda do que resta da CEDAE — patrimônio histórico do povo fluminense.

Diversas comunidades estiveram presentes, entre elas moradores do Conjuntão, em Padre Miguel, que marcaram presença com força e emoção, lembrando que são justamente as periferias e favelas as mais afetadas pelos altos preços e pela precarização dos serviços das concessionárias privadas.

O ato também contou com o apoio de parlamentares comprometidos com a causa pública, como as deputadas Dani Balbi e Marina do MST, e os deputados Glauber Braga e Flávio Serafini, que se juntaram aos trabalhadores e à população em defesa da soberania da água e contra os interesses do grande capital.

Como resultado direto da mobilização, foi definido que o gabinete do Governo do Estado se reunirá na próxima segunda-feira (13) com representantes dos trabalhadores para tratar das demandas apresentadas pelo movimento.

O SINDÁGUA-RJ reafirma que a luta continua. A mobilização desta quarta foi uma demonstração de força e união dos trabalhadores e do povo do Rio de Janeiro. Somente com resistência e participação popular será possível garantir que a água permaneça pública e acessível a todos. A luta pela CEDAE é a luta pela vida — e ela não vai parar.

Fonte: Ascom SINDÁGUA-RJ- Jornalista Ulisses Valentim