Secretária da Mulher Urbanitária da FNU destacou a importância da ratificação da Convenção 190 da OIT e a mobilização das mulheres por democracia, igualdade e valorização do trabalho
A secretária da Mulher Urbanitária da FN), Sônia Mendes, esteve em Brasília nesta terça-feira (30/9), onde participou de duas importantes atividades que marcaram a agenda das mulheres trabalhadoras: a audiência pública na Câmara dos Deputados sobre a ratificação da Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Marcha das Mulheres, que percorreu o Eixo Monumental até o Congresso Nacional.
A audiência foi promovida pelas Comissões de Defesa dos Direitos da Mulher e de Trabalho, com o objetivo de pressionar o Congresso a aprovar a Convenção 190. O tratado internacional é o primeiro a reconhecer formalmente o direito de todas as pessoas a um ambiente de trabalho livre de violência e assédio, abrangendo desde agressões físicas até o assédio moral.
Para Sônia Mendes, a ratificação é um passo decisivo para combater as desigualdades de gênero no mundo do trabalho.
“A violência e o assédio atingem toda a classe trabalhadora, mas nós, mulheres, somos as mais expostas. A Convenção 190 é uma ferramenta essencial para garantir dignidade, respeito e ambientes de trabalho livres de qualquer forma de opressão. É urgente que o Congresso Nacional ratifique esse tratado”, afirmou.
Mais de 40 países já ratificaram a norma. No Brasil, o processo ainda depende da aprovação do Congresso Nacional, embora a convenção já venha sendo usada como referência em decisões da Justiça do Trabalho: de apenas 14 citações em 2019, chegou a quase 400 em 2024, segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Marcha das Mulheres
Na parte da tarde, a secretária participou da Marcha das Mulheres, que integrou a programação paralela à 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, reunindo milhares de participantes. A caminhada, organizada por entidades como a Marcha Mundial das Mulheres, a Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB) e a União Brasileira de Mulheres (UBM), levou às ruas bandeiras históricas do movimento feminista e sindical: democracia, igualdade, valorização do trabalho e a luta contra a escala 6×1.
“Estar na Marcha das Mulheres, lado a lado com companheiras de todo o Brasil, é reafirmar que não aceitaremos retrocessos. Nossa luta é por democracia, igualdade e pela valorização do trabalho, especialmente das mulheres urbanitárias, que enfrentam a dupla carga e as desigualdades no cotidiano. Essa mobilização mostra nossa força coletiva”, destacou Sônia Mendes.
A FNU reafirma seu compromisso com a luta das mulheres urbanitárias e de toda a classe trabalhadora. A defesa da ratificação da Convenção 190 e a presença ativa nas ruas, como na Marcha das Mulheres, são parte da construção de um futuro mais justo, igualitário e livre de violência e assédio.

