Pedro Damásio, presidente da FNU, destaca que “quando o presidente Lula fala em soberania, em energia limpa e na COP30, ele toca em temas que estão no coração dos urbanitários”

foto: Ricardo Stuckert

Na abertura da 80ª Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (23/9), em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a defesa da soberania nacional, a importância da transição energética justa e a preservação da Amazônia como parte central da estratégia brasileira no enfrentamento da crise climática.

Na tradicional abertura reservada ao Brasil, Lula afirmou que a soberania nacional é princípio inegociável e voltou a defender o papel do multilateralismo e das Nações Unidas em um cenário internacional marcado por conflitos e disputas econômicas. Segundo ele, preservar a soberania dos países é essencial para garantir equilíbrio nas decisões globais e combater desigualdades.

Transição energética e Amazônia no centro do debate

O presidente também destacou os avanços do Brasil na matriz energética, com a ampliação do uso de fontes renováveis, e defendeu que a transição energética precisa ser justa, garantindo oportunidades para os países em desenvolvimento. Nesse contexto, apontou a Amazônia como parte estratégica, tanto pela biodiversidade quanto pelo potencial de bioeconomia e energia limpa.

Caminho para a COP30 em Belém

A realização da COP30 em Belém, no Pará, foi apresentada como um marco histórico: será a primeira vez que a conferência acontece na Amazônia. Lula sublinhou que o encontro colocará a região no centro das discussões internacionais e será uma oportunidade para mostrar que a preservação da floresta está diretamente ligada à vida das populações locais e ao futuro do planeta.

Lula acrescentou que o Brasil chegará à Conferência do Clima da ONU (COP30), em Belém, com compromissos concretos de redução das emissões e de preservação florestal. O presidente também ressaltou que a Amazônia não deve ser vista apenas como um espaço de exploração, mas como protagonista das soluções globais para o clima.

Repercussão entre os urbanitários

O presidente da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), Pedro Damásio, afirmou que o discurso reforça o papel estratégico do Brasil na agenda climática global e dialoga diretamente com as lutas dos trabalhadores e trabalhadoras do ramo urbanitário.
“Quando o presidente fala em soberania, em energia limpa e na COP30, ele toca em temas que estão no coração dos urbanitários. Nosso compromisso é com um Brasil que preserve seus recursos naturais, garanta serviços públicos de qualidade e seja protagonista mundial no enfrentamento da crise climática”, destacou.

Pedro Damásio ressalta também que: “Defender a Amazônia, a energia limpa e a soberania significa também defender os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras do setor de energia, água e saneamento, que estão na linha de frente dessa transição”, disse.

Próximos passos

Com a expectativa de reunir mais de 190 países, chefes de Estado e cerca de 50 mil participantes, a COP30 deve consolidar compromissos e atualizar as metas nacionais de redução de emissões (NDCs). Para Lula, será um momento de reafirmar que a Amazônia não é obstáculo ao desenvolvimento, mas parte da solução climática.