Entre os dias 19 e 21 de agosto, a sede da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), no Rio de Janeiro, foi palco de dois importantes eventos: a Plenária Geral Estatutária Anual e o 24º Congresso Extraordinário da FNU. Reunindo cerca de 60 dirigentes de sindicatos filiados de vários estados, as atividades tiveram como tema central: “ONDE HÁ URBANITÁRIO, HÁ FNU! – Juntos para defender, unidos para avançar”.

Os encontros também prestaram homenagem ao dirigente histórico Jorge da Silva Tupinambá (Tupi), do Sindisan-SE, falecido recentemente, que deu nome aos eventos.

Abertura e análises setoriais

A abertura, no dia 19, foi conduzida pela secretária-geral da FNU, Iara Nascimento, com a presença de lideranças nacionais e internacionais: Pedro Damásio (presidente da FNU), João Cayres (ISP), Antonio Faggian (Fenatema), Nailor Gato (Plataforma Operária Popular de Energia), Halisson Silva (CTB), Roberto Carlos Oliveira (MAB) e Paulo Jage (Dieese).

Em sua fala, Pedro Damásio ressaltou que a presença de um grande número de representantes de diversos estados demonstra prestígio e legitima a importância da FNU e de sua luta na linha de frente pela defesa dos direitos dos urbanitários em todo o país.

Todos os convidados da mesa de abertura também destacaram a relevância da luta dos urbanitários, não apenas na defesa do ramo, mas nas batalhas gerais pela garantia de direitos e pelo fortalecimento da democracia no Brasil.

A programação incluiu a mesa de Análise de Conjuntura dos Setores e COP30, com participação de especialistas como Edson Aparecido da Silva (ONDAS), Clarice Ferraz (Instituto Ilumina/UFRJ), João Cayres (ISP), Antonio Faggian (Sintaema-SP), Pedro Blois (FNU/Stiupa) e Wellington Diniz (Stiuma).

Os principais temas em análise foram:

  • as privatizações concluídas do saneamento nos estados e a modelagem do BNDES (veja apresentação no final desta página)
  • diagnóstico da agenda da transição energética no Brasil; (veja apresentação no final desta página)
  • a falta de debate sobre a energia solar e eólica, que não são tão limpas quanto anunciado;
  • a crise climática e seus impactos;
  • o panorama político no Brasil e no mundo e as ameaças à democracia;
  • a importância da COP30 e da participação da sociedade civil;
  • e a necessidade de leis que garantam o aproveitamento de trabalhadores demitidos da Eletrobras em outras empresas ou órgãos públicos. (veja apresentação no final desta página)

Deliberações e decisões estratégicas durante a Plenária e Congresso

Durante a Plenária, os dirigentes debateram a conjuntura política e sindical nacional, aprovaram a Estratégia da FNU para 2025-2026 e deliberaram sobre alterações estatutárias da entidade.

Entre as decisões, destacam-se:

O 24º Congresso Extraordinário, realizado no dia 21, ratificou e aprovou todas as deliberações da Plenária.

União e compromisso

Os dois eventos reafirmaram a unidade e a disposição de luta da FNU, fortalecendo a atuação da entidade diante das ameaças aos direitos dos trabalhadores e à gestão pública dos setores essenciais.

“A FNU segue firme como voz nacional dos urbanitários, pronta para defender direitos, serviços públicos e a democracia”, concluiu Pedro Damásio.

Acesse o álbum de fotos:
https://drive.google.com/drive/folders/1dYoIIFHZDG42wSNJLx1u0-mGxevdUAfj

Leia também apresentações da mesa de Análise de Conjuntura dos Setores:
. Elementos para um diagnóstico da agenda da transição energética no Brasil

. Privatizações do Saneamento concluídas (com modelagem do BNDES)
. Da Justiça à Ação Política: A Jornada dos Trabalhadores da Eletrobras