Nesta segunda-feira, dia 3/12, os trabalhadores da Energisa-MS rejeitaram, pela maioria, a proposta de reajuste salarial e demais itens do Acordo Coletivo de Trabalho 2018/2019 apresentada pela concessionária de energia elétrica. Além de Campo Grande, a assembleia foi realizada nas cidades de Dourados, Corumbá, Aquidauana, Jardim, Coxim, Paranaíba, Naviraí, Ponta Porã e Nova Andradina.

Segundo o presidente do Sinergia-MS, Elvio Varga, a proposta da empresa foi somente a reposição da inflação, sem aumento real, e ainda de mexer em benefícios dos eletricitários.

“Por exemplo, a concessionária quer que o banco de horas ao invés de ser 2 por 1, ou seja, para cada hora que você faz compensa duas, ela quer que seja 1 por 1. E nós não aceitamos, já que faz parte da nossa bandeira de luta a manutenção de todos os direitos adquiridos, além do ganho real. Quanto ao aumento real, a empresa pode conceder reajuste acima da inflação. Estamos questionando a empresa através de números, mostrando os resultados positivos da concessionária em Mato Grosso do Sul”, comentou.

A proposta da Energisa apresentada na última reunião de negociação, no dia 30 de novembro, era a seguinte: reajuste salarial de 4% (índice do INPC, apenas reposição da inflação); retirar do ACT os gerentes; tirar o ponto eletrônico para assessores e advogados; e banco de hora de 1 por 1.

A diretora de Finanças do sindicato, Elizete Almeida, informou que já aconteceram quatro rodadas de negociações com a empresa, mas até então, sem avanços e uma proposta decente para ser apresentada aos eletricitários, e que, na verdade, a concessionária queria alterar e tirar algumas cláusulas do acordo coletivo, como o auxílio-doença.

“Além disso, a empresa não quis garantir a nossa data base, garantiu por apenas 30 dias. Isso é para forçar que a gente feche o acordo em 30 dias, mas os nossos advogados já entraram na justiça para garantir o cumprimento da nossa data base e dos nossos direitos”, informou Elizete.

Para o diretor de comunicação do sindicato, Aldo Aristimunho, a empresa vem sempre oferecendo menos na mesa de negociação, mesmo com totais condições financeiras, demonstrando desrespeito com os trabalhadores.

“Até setembro, a concessionária teve R$ 115 milhões de lucro líquido, e antecipou o pagamento dos dividendos aos acionistas. Para eles, a empresa tem dinheiro, mas para quem trabalha e conquista esse lucro, ela não paga. Quem deu esse lucro para ela? Agora é a hora de reconhecer nosso trabalho. A Energisa diz que é a melhor empresa para trabalhar, mas o que a gente vê é uma pressão pelo lucro e, com isso, muitos estão adoecendo”, ressaltou.

Negociação

A grande maioria das cidades do interior do estado e os trabalhadores do Centro Operacional em Campo Grande rejeitaram essa proposta. Agora, o sindicato vai levar a decisão até os representantes da Energisa/MS. O presidente do sindicato informou que uma nova rodada de negociação com a empresa ficou agendada para a próxima quinta-feira, dia 6.

As principais bandeiras da Campanha Salarial 2018/2019 da Energisa-MS são ganho real, manutenção e ampliação dos direitos adquiridos, fim da pressão excessiva por resultados e Plano de Cargos e Salários (PCS) transparente e justo. (fonte: Sinergia-MS)

ÁGUA, ENERGIA E SANEAMENTO NÃO SÃO MERCADORIAS!

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