Terminaram nesta sexta-feira, 30, as assembleias deliberativas sobre a PLR 2019. Com a participação de mais de 1.600 trabalhadores e trabalhadoras, a proposta da gestão da Cemig obteve a aprovação de 76% dos votantes.

Ao longo da negociação, a categoria eletricitária debateu muito sobre a PLR. Mais uma vez, nos vimos diante de um processo de negociação difícil, fruto da conhecida postura intransigente da gestão da empresa, que insiste em desconsiderar os anseios e expectativas dos eletricitários.

Apesar da proposta não chegar à altura do merecimento dos trabalhadores (as), a categoria foi consciente e fez uma escolha de olho no presente e cautelosa em relação às incertezas da próxima gestão.

Avaliação
Mesmo com a aprovação da proposta, é fundamental que o debate sobre os princípios de justiça e transparência da PLR não se esvazie. Para os próximos anos, a expectativa é de mais desafios na hora de cobrar uma Participação nos Lucros alinhada com as nossas reivindicações.

Por isso, com unidade e o engajamento de todos, precisamos reafirmar a luta pela linearidade de verdade na distribuição. Só assim a PLR poderá ser utilizada como ferramenta para mitigar o abismo salarial dentro da empresa.

Também devemos reforçar o debate contra a vinculação do montante ao lucro líquido, já que os trabalhadores pouco ou nada influenciam em diversas políticas que impactam diretamente sobre o resultado financeiro da empresa. São casos, por exemplo, do endividamento e da distribuição agressiva de dividendos para acionistas.

Fonte: Ascom Sindieletro-MG

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