Na tarde dessa quinta-feira (8/2), foi realizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) a audiência pública para discutir a Quarta Revisão Tarifária Periódica da Energisa em Mato Grosso do Sul. Diferente do reajuste anual, essa revisão acontece a cada 5 anos. Para este ano, a proposta preliminar é de aumento de 8,41% na conta dos consumidores residenciais e 11,82% para as indústrias.

Entre os fatores que influenciam no cálculo está o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), o balanço financeiro e os investimentos realizados pela empresa, o valor das tarifas da hidrelétrica de Itaipu que sofrem impacto do dólar, o índice de interrupção do fornecimento de energia, e os impostos como PIS, Cofins, ICMS e Cosip.

A economista e supervisora regional do DIEESE, Andreia Ferreira, elencou vários reajustes que já impactam no bolso do consumidor, como 2,50% na habitação, 5,41% na alimentação dos campo-grandenses, 0,82% no vestuário, 6,95% no transporte.

“O reajuste do salário mínimo foi de 1,81%, o menor em 24 anos, o que é incapaz de cobrir todas as despesas de uma família. E agora, vem mais este 8,41% de reajuste na conta de energia, para uma empresa que tem nos deixado muito mais com reclamações e problemas a resolver”, ressaltou.

Veja no vídeo parte da participação da economista Andreia Ferreira na audiência: 

Durante a audiência, os técnicos da Aneel apresentaram dados sobre a qualidade do serviço prestado pela concessionária de energia. Em 2017, foram registradas 1.184 reclamações. As principais são relacionadas à falta de energia (345), variação de consumo e erro de leitura (210), ligação (127) e ressarcimento de danos elétricos (115).

O diretor do Sinergia-MS, Elvio Vargas, também esteve presente no debate e elencou uma série de denúncias para que a ANEEL verifique na concessionária, como a contratação de uma empresa terceirizada da mesma holding, a Energisa Soluções, além das reclamações de atendimento no interior do Estado. Elvio também comentou sobre a alta rotatividade na empresa, o que prejudica o serviço prestado, bem como coloca em risco a vida dos trabalhadores.

“A rotatividade é muito grande, já foram demitidos mais de 500 trabalhadores desde que a Energisa assumiu a concessionária aqui no Estado. Com isso, o funcionário não adquire a experiência necessária para prestar um bom serviço e garantir a integridade da sua vida”, comentou.

Assista ao vídeo da participação do diretor do Sinergia-MS, Elvio Vargas, na audiência: 

Revisão Tarifária Periódica

Os consumidores podem registrar críticas e sugestões sobre a Revisão Tarifária Periódica pelo site da Aneel – www.aneel.gov.br – até o dia 3 de março. Após a análise e aprovação, os índices entram em vigor no dia 8 de abril de 2018. (fonte: Sinergia-MS)

 

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