Trabalhadores e trabalhadoras da Sanepar estão na expectativa para ver a folha de pagamento deste mês de abril, quando virão os resultados do Ciclo de Avaliações do PCCR (Programa de Cargos, Carreira e Remuneração) da Sanepar.

Os gestores, chamados pela empresa de “líderes” passaram por treinamento entre fevereiro e março e espera-se que com isso possam ter aprendido a forma correta de avaliar seus subordinados com isenção e reconhecer o papel de cada um na obtenção do excelente desempenho que a Sanepar está tendo nos últimos anos.

Até porque nas avaliações que vêm sendo feitas a conduta dos gerentes, coordenadores e demais chefes têm sido marcada pelo questionamento das notas que os trabalhadores e trabalhadoras dão a si mesmos, discordando do que eles consideram como bom ou ótimo em sua atuação profissional.

O resultado disso é falta de avanços no PCCR e aumento da insatisfação com os critérios adotados, pois parecerem ter sido feitos somente para rebaixar notas. Em muitos casos trabalhadores e trabalhadoras são obrigados a refazer suas avaliações por terem considerado que merecem nota 10 em todos os quesitos.

Cadê a nota 1000?

Aí todos se perguntam: se o ex-presidente da Sanepar, Mounir Chaowiche vivia dizendo que os profissionais da empresa são nota 1000, por que isso não é considerado nas avaliações? Eram apenas discursos do candidato para ganhar os votos dos saneparianos?

Outra questão que precisa ser esclarecida neste processo é a avaliação daqueles que ocupam cargos políticos e comissionados. Ganham altos salários, nem sempre trabalham pra valer, mas continuam confortavelmente em seus cargos sem preocupações em relação ao futuro. Eles sabem que se acabar a boca na Sanepar com a troca no governo podem muito bem serem encaixados em outra empresa pública, porque esse tipo de cabide sempre está à disposição para os “amigos do rei”.

Fonte: Ascom Sindael

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