Na busca de uma saída contra os retrocessos colocados pelo governo de Michel Temer para as empresas estatais e a classe trabalhadora, representantes de entidades sindicais e de movimentos populares se reuniram, nesta terça-feira (15/5), em uma plenária ampliada onde definiram um plano de lutas unitário em defesa do patrimônio público e da soberania nacional.

Para o vice-presidente da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), Nailor Gatto, o processo de desmonte das estatais atinge dezenas de categorias. Ele enfatizou a urgente necessidade de reorganização e coesão de todos os trabalhadores na luta contra a ofensiva neoliberal. “Essa é uma luta da classe trabalhadora, temos que ocupar as ruas”, evidenciou.

Na ocasião, o representante do Movimento dos Atingidos Por Barragens (MAB), Derlane Santos, ressaltou a necessidade da construção de uma estratégia para o país com um projeto da classe trabalhadora. Além disso, enfatizou a necessidade do trabalho de base com a população para desmascarar as informações do governo quanto à privatização da Eletrobras e das demais empresas públicas.

“O pacote de privatização é a política de expansão do capital. Agora é preciso que os enfrentamentos sejam mais acirrados”, destacou Santos.

O petroleiro e secretário Nacional de Comunicação da CUT, Roni Barbosa, frisou a importância da comunicação sindical como instrumento de luta para desconstrução do discurso hegemônico da mídia comercial.

Para Barbosa, com a atual conjuntura, a defesa do patrimônio público não deve ser individual, de cada categoria ou sindicato. “A pauta é nacional”, destaca. Ele acrescentou ainda que a disputa, além da comunicação, deve ser feita no campo parlamentar, jurídico e sindical.

A deputada Erika Kokay (PT-DF) parabenizou as entidades pela ampliação e unidade na defesa das empresas públicas. Para ela, “o governo Temer serve de ventríloquo a um projeto que está invadindo e saqueando o brasil”, disse.

Entre as diretrizes definidas estão a integração das assessorias de comunicação, unificação do calendário de lutas e, principalmente, trabalho de base nas escolas, associações e comunidades.

Participaram da Plenária: Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), Sindicato dos Urbanitários no DF (STIU-DF), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Federação Única dos Petroleiros (FUP), Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Levante Popular da Juventude, entre outras. (fonte: Stiu-DF)

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