Medidas foram aprovadas na reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico. Colegiado também decidiu desligar as usinas térmicas mais caras

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), coordenado pelo Ministério de Minas e Energia, aprovou nesta quarta-feira (3/10) a implementação de medidas para assegurar a operação do sistema elétrico brasileiro durante as eleições.

A votação do primeiro turno das eleições de 2018 ocorre neste domingo (7/10), já o segundo turno está previsto para o próximo dia 21.

As medidas de segurança também serão adotadas durante Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), agendado para os dias 4 e 11 de novembro. As medidas serão implementadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

O Ministério de Minas e Energia, no entanto, não apontou quais medidas seriam tomadas.

Térmicas

Durante a reunião do comitê, responsável por analisar as condições de fornecimento de energia elétrica no país, os participantes decidiram desligar a partir de sábado (6/10) as usinas térmicas mais caras.

O comitê vinha mantendo essas usinas mais caras ligadas como uma forma de preservar o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Com mais energia sendo gerada por térmicas – mesmo que a um custo mais caro – as hidrelétricas precisavam gerar menos energia, o que significa que usavam menos água.

Segundo o CMSE, o desligamento das térmicas fora da ordem de mérito foi possível porque as condições de chuvas nos reservatórios da região Sul apresentaram melhoras.

Outro ponto que contribuiu para o desligamento foi a importação de energia do Uruguai e da Argentina.

O custo maior com o acionamento dessas usinas é repassado para o consumidor. Parte é repassado via bandeiras tarifárias e o que não for pago com as bandeiras acabam incluídos nos reajustes tarifários das distribuidoras.

Em outubro vigora, pelo sexto mês consecutivo, o segundo patamar da bandeira tarifária vermelha. Isso representa uma cobrança extra de R$ 5 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. (fonte: G1)

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