Na sexta-feira, 5 de outubro, o Uruguai disse não à Lei de Irrigação em seu país, que privatiza a água e favorece o agronegócio, totalmente contrário ao artigo 47 da Constituição Uruguaia.

Da Explanada da Universidade, em Montevidéu (capital do Uruguai) uma mobilização com 10 mil pessoas conscientes do saque de seus bens e riquezas sendo colocados nas mãos de capitais financeiros especulativos e grandes corporações transnacionais. A multidão se expressou em defesa da água e da vida e rejeitou a Lei de Irrigação aprovada pelo governo.

Evitar o modelo extrativista com monoculturas, com os agrotóxicos e seus transgênicos que depredam, poluem e intoxicam tudo, foi uma das demandas mais importantes do protesto.

O grito nas ruas era: “Terra Água e Ar! A água, a terra, não podem ser vendidas”.

Vale lembrar que, em 2004, o Uruguai foi o primeiro país no mundo a garantir em sua Constituição o direito humano à água, tirando os serviços das mãos de empresas privadas – resultado de intensa luta popular. Na época, um plebiscito, com aprovação de 64% dos eleitores, resultou reforma na Constituição. (com informações: Resumen Latino Americano)

A Federação Nacional dos Urbanitários – FNU – se solidariza com a luta dos uruguaios e reafirma sua posição pelo direito humano fundamental à água e ao saneamento e contra suas privatizações.

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