O leilão de privatização da Amazonas Distribuidora, concessionária administrada pela Eletrobras, terá sua data adiada caso o projeto de lei (PLC 77/2108) que viabiliza financeiramente a companhia não seja aprovado pelo Senado antes da sua realização.

A declaração foi feita nesta segunda-feira (10/8) por Wilson Ferreira Junior, presidente da estatal, em São Paulo. Atualmente, o leilão está marcado para 26 de setembro, mas o Senado indicou que o PLC só será votado no plenário depois do primeiro turno, em 9 de outubro.

“O leilão está marcado para 26 de setembro, mas depende do projeto de lei que está no Senado. Se for votado antes, teremos o leilão. Se não for, teremos o leilão logo na sequência da votação, depois do primeiro turno”, disse.

Ceal
Em relação à Ceal, do Alagoas, Ferreira Junior lembrou que sua venda está barrada por uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF). “Ao fim do nosso período de prestação de serviço designado, a empresa terá que ser liquidada se não for privatizada antes”, disse. O período de designação termina em 31 de dezembro.

Na sua apresentação, o presidente da estatal destacou que o futuro da Eletrobras como estatal ou privada precisará ser avaliado por qualquer candidato que assuma a presidência da República no ano que vem.

Além da privatização das distribuidoras, a venda das participações da Eletrobras em 71 sociedades de propósito específico (SPEs) também deverá ajudar a melhorar a situação da companhia. O leilão está marcado para 27 de setembro, com preço mínimo de R$ 3,1 bilhões por todos os ativos.

“Se conseguirmos vender as SPEs por no mínimo R$ 3,1 bilhões, vamos ter a alavancagem inferior a três vezes pela primeira vez nos últimos 10 anos”, disse. (fonte: Valor Econômico)

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