Uma clara situação de conflito de interesses com possibilidade concreta de virar crime de prevaricação (uso do cargo público para benefício pessoal). É esta a tendência apontada emlonga reportagem do site The Intercep que revela diversos casos em que investimentos pessoais do ministro da Economia, Paulo Guedes, poderão render altos lucros com a agenda econômica ultraliberal que ele pretende implementar no país.

Antes de ser o Posto Ipiranga de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, o mais poderoso ministro à frente da economia brasileira desde o fim da ditadura militar, construiu sua carreira no universo financeiro, também como um posto Ipiranga. A partir dos anos 80, pessoas físicas, empresas e, principalmente, fundos que cuidam do dinheiro de outras pessoas e empresas confiaram na propalada sabedoria de Guedes para aplicar seus recursos.

Nos últimos cinco anos, o faro de Guedes esteve à serviço da Bozano Investimentos, uma gestora de recursos sediada no coração do bairro mais nobre do Rio de Janeiro, o Leblon. Três dias depois da vitória de Bolsonaro, o economista ainda era o presidente da Bozano – depois, se afastou da empresa e disse que venderia suas ações até 1º de janeiro. E a maneira como aplicou o dinheiro gerido pela companhia indica que, para serem rentáveis, esses investimentos dependem de privatizações nas áreas de saúde, educação e energia, além de reformas liberais no setor financeiro, no varejo e na construção civil.

Há também, sob gestão da Bozano, fundos que se concentram em investimentos em títulos públicos, mas é o posicionamento das fichas de Guedes na roleta do mercado de ações que revela a força da convergência entre as intenções declaradas por ele para a economia brasileira e as apostas feitas em praticamente todas as empresas investidas pela Bozano. Antes de assumir o ministério, Guedes posicionou muito bem seus cavalos no setor privado.

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