Os sindicatos dos urbanitários de todo o país sempre denunciam o descaso e o desrespeito que os trabalhadores são submetidos quando as empresas são privatizadas, com perdas salariais e de benefícios, falta de equipamentos de segurança, demissões, entre tantos outros.

Agora, o Sintepi – Sindicato dos Urbanitários do Piauí – torna público outra grave denúncia. A Equatorial empresa que comprou a Cepisa não respeita nem o patrimônio tombado do Estado: um verdadeiro absurdo.

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Um dos trabalhos mais valiosos da cultura artística piauiense acaba de ser destruído pela empresa Equatorial Energia, que agora controla a Cepisa. Uma denúncia lamentável chegou ao Sindicato dos Urbanitários do Piauí – SINTEPI – de que esse grupo, que não é do Piauí, está desfazendo de um dos trabalhos mais importantes da pintura do Estado, obra do saudoso e consagrado artista plástico Afrânio Castelo Branco, que faleceu em 2017, deixando um legado importante para a história e a cultura do Piauí.

As pinturas feitas ainda na década de 1970, há quase 50 anos, estão sendo apagadas do prédio da Cepisa, apagando também a história cultural do povo piauiense. A diretoria do Sindicato dos Urbanitários do Piauí – SINTEPI afirmou que fará uma denúncia formal para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN no Piauí, uma vez que essas telas e o próprio prédio da Cepisa, pela sua arquitetura, são tomados como patrimônio do Estado e a Equatorial não tinha o direito legal de destruir a história do povo piauiense, de forma que poucas obras do artista ainda estão preservadas em prédios públicos do Estado.

Afrânio Castelo Branco nasceu em 1930, formou-se na Escola de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Possui acervos da Bienal de São Paulo, Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, no Museu de Arte Moderna da Bahia, no Museu e na sede da Secretaria Estadual de Cultura do estado do Piauí, entre outros. Ele participou de duas edições da Bienal Internacional de São Paulo, em 1967 e 1969. Nesse ano, ao lado do artista Píndaro Castelo Branco, expôs em Copenhague (Dinamarca), Haia (Holanda) e Helsinque (Finlândia), com patrocínio do Itamaraty.  Em 1970, integrou a Coletiva de Arte Brasileira, mostra de 27 artistas que percorreu a Alemanha, a Espanha, a França, a Holanda, a Itália, a Suécia e a Suíça. (fonte: Sintepi)

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