Com o objetivo de barrar a incorporação da Eletrosul a uma termelétrica do Rio Grande do Sul e manter a sede da empresa em Santa Catarina, deputados catarinenses de diferentes partidos criaram uma Frente Parlamentar em Defesa da Eletrosul. O movimento foi lançado terça-feira (9) na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e reuniu funcionários, aposentados e representantes sindicais da empresa.

A Eletrosul, empresa subsidiária da Eletrobrás, foi criada há 51 anos, tem sede em Florianópolis e atua na geração e transmissão de energia. De acordo com o coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica de Florianópolis e Região (Sinergia), Eduardo Clasen Back, afirmou que a Eletrosul emprega mais de 1,3 mil pessoas atualmente, 600 somente em Florianópolis. Para ele, falta transparência no processo de reestruturação da Eletrosul.

“Não recebemos nenhuma informação se teremos que mudar de estado, aderir ao programa de demissão em massa, nem qual o impacto para economia local com essa situação” disse Back na ocasião.

A incorporação à empresa de economia mista Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), do Rio Grande do Sul, está prevista para ocorrer em maio deste ano. Para a deputada e coordenadora eleita da frente, Luciane Carminatti (PT), a mudança resultará em perdas para Santa Catarina.

“Queremos tornar pública esta situação e conclamar os catarinenses em defenda da Eletrosul, da permanência dos empregos, renda e receita de ICMS em nosso Estado”, afirmou Carminatti.

A deputada ainda destacou a atuação da Eletrosul em três estados do Sul e Mato Grosso do Sul, com participação nas usinas hidrelétricas de Jirau, em Rondônia, e Teles Pires, entre o Pará e Mato Grosso.

Frente é composta por diferentes partidos

Oito deputados de cinco partidos diferentes participam da Frente Parlamentar em Defesa da Eletrosul: um do PR, um do PSD, dois do PSL, dois do MDB e três do PT. São eles Jessé Lopes (PSL), Coronel Mocellin (PSL), Marlene Fengler (PSD), Neodi Saretta (PT), Marcius Machado (PR), Fabiano da Luz (PT), Fernando Krelling (MDB) e Valdir Cobalchini (MDB).

“Vamos unir esforços suprapartidários, chamar à responsabilidade o governo do Estado e trabalhar para impedir essa fusão às avessas, além de articular junto ao Fórum Parlamentar Catarinense, em Brasília, para unirmos forças”, finalizou a coordenadora da frente.

Fonte: NSC Política

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