Em boletim, o CNE – Coletivo Nacional dos Eletricitários – defende que  não abrirá mão do seu papel institucional de defender os trabalhadores brasileiros frente a atual e sombria conjuntura econômica e social do país e lembra alguns fatos que, com chegada ao poder do vice-presidente Michel Temer e seu núcleo duro, impôs, em pouco mais de dois anos, o mais profundo retrocesso civilizatório da história brasileira.

Retrocesso Civilizatório, barbárie e esperança: reflexões sobre o Brasil

O Coletivo Nacional dos Eletricitários não abrirá mão do seu papel institucional de defender os trabalhadores brasileiros frente a atual e sombria conjuntura econômica e social do país. Se o Brasil respeitasse a soberania do voto e o Estado Democrático de Direito, estaríamos neste mês de setembro discutindo a sucessão do governo eleito pelo povo em outubro de 2014. Porém, o país foi vítima do mais brutal golpe perpetrado pela elite política, econômica, mídia nativa, com amplo apoio de uma parcela do Judiciário e dos candidatos que ocuparam o segundo e o terceiro lugar no pleito passado.

A imagem pode conter: 1 pessoaA chegada ao poder do vice-presidente Michel Temer e seu núcleo duro, impôs, em pouco mais de dois anos, o mais profundo retrocesso civilizatório da história brasileira.

A música diz “Recordar é Viver”… Dizemos que recordar é essencial para fundamentar melhor o voto em Outubro de 2018.

Lembramos alguns fatos:
– a perplexidade coletiva pelas expressões “estancar a sangria” e as gravações da JBS – fica muito difícil priorizar a tese de que a Dilma foi deposta por meras pedaladas fiscais (ações orçamentárias similares ocorreram nos governos FHC, Lula e vários estados da federação sem gerar processos de impeachment) e negligenciar as evidências de um “torniquete” na sangria por parte da classe política;

– a mudança da regulamentação do Pré-Sal e a venda de blocos para multinacionais estrangeiras a preço de banana acrescida de renúncia fiscal – estudos técnicos apontam que o pacote de isenções para as empresas estrangeiras envolvidas nas atividades de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural pode chegar a R$ 1 trilhão em 25 anos! Só em 2018, a previsão é de renúncia na ordem de R$ 16 bilhões! A mídia fez de tudo para abafar o furo jornalístico internacional do jornal The Guardian sobre as negociatas entre Greg Hands (Ministro do Comércio do Reino Unido) e o Secretário de Energia Paulo Pedrosa. Recordar é viver, Pedrosa tem forte afinidade com o Presidente Pinto Jr e seu ex-colega de MME Ricardo Brandão, atual consultor jurídico da Eletrobras.

– A tentativa de entrega da RENCA a mineradoras estrangeiras – O Ex-Ministro Fernando Coelho Filho e seu patrão Temer tentaram entregar um dos maiores patrimônios naturais do Brasil para grandes mineradoras mundiais, não sendo exitosos por conta da resistência popular;

– Tentativa de uma Reforma da Previdência associada à inércia para se fiscalizar e punir as sonegações fiscais dos grandes conglomerados empresariais – a tentativa de mão pesada na aposentadoria dos trabalhadores é simultânea as isenções para dividendos dos rentistas, perdão de dívida de grandes bancos e emissoras e renúncia fiscal;

– Reforma Trabalhista, Precarização e Terceirização – o desemprego recorde no Brasil não condiz com as promessas feitas pelo então Ministro da Fazenda do Governo Temer, Henrique Meirelles, de que colocaria o país nos trilhos. Só se for nos trilhos para o inferno! Se quiser praticar maldades com a classe trabalhadora, temos o seguinte conselho para dar: “Chama o Meirelles”!

– Tentativa de Privatização da Eletrobras – o Governo que concede descontos para que a elite possa repatriar bens no exterior não declarados a Receita (lei da Repatriação), que concede isenção trilionária para as petroleiras inglesas (negociado previamente com o sr. Paulo Pedrosa como diz o The Guardian), que não taxa lucros e dividendos dos rentistas (sobretudo fundos soberanos, de investimento e de pensão estrangeiros) não tem envergadura moral de dizer que a solução do orçamento público é a privatização do Sistema Eletrobras. A classe trabalhadora não se renderá na defesa do papel estratégico e social das nossas empresas para o desenvolvimento do país.

O retrocesso civilizatório acarreta o crescimento da barbárie

Um governo que é recordista em rejeição (nunca antes na história deste país viu-se um governante tão desprezado pelo povo), um presidente que não tem coragem de sair às ruas (quase foi linchado ao visitar as ruínas de um prédio em São Paulo) e cujos aliados de primeira hora não tem coragem de citar o seu nome (exministros, ex-governadores, senadores e presidenciáveis que deram sustentação ao seu governo, caso do Geraldo, Meirelles, Marina e Bolsonaro).

Por fim, surge a esperança de que os partidos do centro-esquerda sejam exitosos nas eleições para o Legislativo e o Executivo. Pesquise a vida dos candidatos. Pense no Brasil de uma década atrás e o Brasil de hoje.

O governo do PT errou com a Eletrobras na edição da MP 579 e nas bases de um modelo institucional de expansão com taxas de retorno irrisórias e cronogramas inexequíveis. Porém, este erro não se compara a tentativa torpe de vender o Sistema Eletrobras para fundos de investimento nacionais e estrangeiros a preço de banana de forma açodada, como se fosse a “xepa do golpismo”.

Pesquise sobre os parlamentares que defenderam a Eletrobras nas Casas Legislativas e vieram nos ouvir na porta da empresa.

Pesquise o que pensam os candidatos sobre a privatização da Eletrobras.

Valorize o seu voto.

A consciência individual é a chave para a consciência e solidariedade coletiva!

Leia o boletim na íntegra: BOLETIM CNE 12 09 2018

Leia: Pressione os parlamentares para não votarem o projeto de privatização das distribuidoras Eletrobras

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