No segundo turno da eleição presidencial deste ano dois projetos de País terão a oportunidade de se apresentar de forma mais clara para a sociedade.

Um projeto adota o neoliberalismo como diretriz econômica, partindo das premissas do estado mínimo com a redução dos gastos sociais e a integração ao processo de globalização em situação subalterna. Este projeto preconiza um país exportador de commodities, que aliena a preço de banana o que resta da infraestrutura necessária ao desenvolvimento de um projeto de nação com justiça social.

Esse projeto também coloca em risco as liberdades democráticas, os direitos de organização e manifestação. Pretende “acabar com o ativismo”, armar sociedade para enfrentar os problemas de segurança, rever políticas sociais como o bolsa família, acabar com 13º salário e tantas outras. As declarações públicas do candidato sobre a ditadura, os negros, os quilombolas, os GLBTI, os movimentos sociais e, sobretudo, as mulheres, revelam sua inspiração autoritária e fascista.

O outro projeto, o de Fernando Haddad, defende as liberdades democráticas e o direito de livre organização; apontando para a retomada da economia como forma de gerar emprego e renda, reforçar o bolsa família, dotar o país com a infraestrutura necessária ao desenvolvimento justo e sustentável, possibilitando mais cidadania e qualidade de vida. É este projeto que entende
as empresas públicas como necessárias ao nosso desenvolvimento como nação independente e à garantia de acesso universal aos serviços públicos essenciais.

É este projeto que defende:
– Revogação do Teto dos Gastos (PEC do Fim do Mundo)
– Retomar obras paradas e investir em estatais para gerar emprego
– Valorizar o salário mínimo
– Devolver direitos aos trabalhadores
– Criar linhas especiais de credito em bancos públicos
– Isentar de imposto de renda para quem ganha até 5 salários mínimos
– Criar bolsas para jovens concluírem os estudos
– Criar programa de redução de agrotóxicos
– Fortalecer a agricultura familiar agroecológica
– Fazer a Reforma agrária
– O desmatamento zero até 2022
– Combate implacável ao crime organizado
– Controle de armas e munições

Considerações Sobre as Eleições
Essa eleição foi marcada por uma grande quantidade de abstenções: 30 milhões de eleitores não foram às urnas, de um total de 147,3 milhões.
Bolsonaro teve 33,4% do total de votos, ou 49.275.360 e Haddad 21,27% do total de votos, ou 31.341.840. Brancos e nulos somaram 8,79%.

Esse quadro nos mostra que existe um grande campo de diálogo com o eleitorado que se enquadra naquele grupo social crítico da política e dos políticos. Nem todos canalizaram esse seu descontentamento para o candidato que cinicamente se apresenta como antissistema, mais que se beneficia dele desde 1991 no cargo de deputado federal. É para esse eleitorado e para os que votaram em outros candidatos, que devemos direcionar nossa campanha.

Também não podemos deixar de conversar com aqueles que foram induzidos, muitos por desinformação, a votar naquele candidato que significará, se eleito, profundo retrocesso social e democrático para a maioria do povo brasileiro.

É preciso reforçar que Haddad não é mais o candidato do PT. Ele agora é o candidato de uma grande frente democrática contra o fascismo e a ditadura. A eleição agora é da civilização contra a barbárie.

Nossas tarefas
Nesse momento é fundamental que as organizações que integram a FNSA se reúnam, façam um balanço das eleições e aprovem um plano de ação que ajude Fernando Haddad e o projeto de esquerda sair vitorioso dessas eleições com vistas a construir um país democrático, tolerante, menos desigual,respeitador da soberania popular e promotor dos direitos do seu povo,independente de gênero, raça, credo ou orientação sexual.

Abaixo propostas a serem apresentadas e discutidas com a sociedade:
Programa Meu emprego de novo:
• Retomar obras paradas e investir em estatais para gerar emprego
• Valorizar o salário mínimo
• Trabalho e dignidade para o povo de novo
Revogação da reforma trabalhista:
• Devolver direitos aos trabalhadores
• Elaboração do Estatuto do Trabalho
• Mais empregos para o povo
Programa Salário Mínimo Forte:
• Retomada da valorização do salário mínimo
• Se o trabalhador é quem aumenta o PIB, o PIB valorizará o salário do trabalhador.

Programa Dívida zero:
• Linhas especiais de credito em bancos públicos
• Juros bem mais baixos e prazos mais longos
• Sair do SPC e andar de cabeça erguida
Programa Imposto de renda justo:
• Isenção de imposto de renda para quem ganha até 5 salários mínimos
• Quem ganha menos paga menos
Programa Ensino médio federal:
• Parcerias do governo federal com os estados e com o DF
• Escolas estaduais acompanhadas pelos institutos federais
• Bolsas para jovens concluírem os estudos
• Escolas melhores e currículo novo para aprender de verdade

Programa Clínicas de especialidade médicas:
• Médicos especialistas,
• Exames
• Cirurgias de médias complexidades
Programa Gás a preço justo:
• O preço do gás cabendo no bolso das famílias brasileiras

Programa Alimento Saudável:
• Programa de redução de agrotóxicos
• Fortalecimento da agricultura familiar agroecológica
• Reforma agrária
Programa 100% online:
• Internet rápida em todo lugar
• Conectar mais de 2 mil municípios com fibra ótica
• Internet rápida nas áreas rurais
• Sinal de celular em todos os distritos do Brasil

Programa Desmatamento zero:
• Compromisso com o desmatamento zero até 2022
• Mais florestas=mais chuvas=mais equilíbrio pro planeta
• Direitos para os povos do campo, das águas e das florestas
Segurança pública:
• Combate implacável ao crime organizado
• Inteligência policial e alta tecnologia para solucionar os crimes
• Plano Nacional de Redução de Homicídios
• Controle de armas e munições
Descongelamento dos investimentos:
• Revogação do Teto dos Gastos (PEC do Fim do Mundo)
• Investir forte em saúde e educação
• Retomar as obras paradas para girar a nossa economia

Vamos continuar na luta!
Nenhum direito a menos!
Em defesa intransigente da democracia!

Coordenação da Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental

Clique no link abaixo e faça o download do documento da FNSA : Carta FNSA_Eleições 2018

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